1.07.2014

This is not a love story

Chamas o meu nome. Saboreias a palavra, como se a maior iguaria se tratasse. Sinto-te a afagá-la gentilmente com os teus lábios, cada movimento da tua língua cuidadosamente pensado. Cada músculo da tua face sente-o. E eu sinto-o na tua voz. Sigo-o. O meu nome ecoa nas paredes, confunde-me. Faz-me perder nesse labirinto que é a tua existência. Sinto-te perto, mas não te consigo encontrar.

Desisto. Volto para trás, em busca do ponto de partida. Com tanta volta já não encontro a origem. Aliás pressinto que a minha origem, assim como o meu nome, vagueia contigo. Levaste-os para outro lado. Continuo, caminho em círculos, triângulos e quadrados. Até esgotar todas as hipóteses.

Encosto-me à parede. Cada rugosidade me conforta. Cada aresta viva amansa-me a alma. Contemplo-a. Cada brecha, cada pedaço de cimento arrancado. Mas ali está ela. Indiferente a tudo isto, a continuar o papel dela, de cabeça erguida e com a dignidade intacta. Sento-me numa pedra por ali caída. Ponho-me a pensar as voltas que esta pedra já deu. Toda a sua vida, longa, preenchida, violenta até. Até não ser mais que um simples impecilho, pontapeada e arrumada num qualquer canto. Mas aqui estou eu, a prestar uma devida homenagem, como que naquele momento sentar-me naquela pedra, naquele momento, naquela noite, estou a reconhecer a sua existência. Estou a dar-lhe a atenção que ainda merece.

Fico ali sentado não sei quanto tempo. As sombras mudam de sítio, vão dançando à minha volta. Vou brincando com elas. Um diálogo surdo, de movimentos e imperceptíveis interacções. Enrolo um cigarro, vagarosamente. Cada baforada de fumo é mais uma pincelada naquela tela que se estende à minha volta. Inspiro fundo, fecho os olhos e aprecio o silêncio da minha rua. Pelo menos é minha durante aquela noite. Controlo-a, conheço já cada canto e recanto. E ela já me conhece a mim.

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Nestes momentos apercebo-me da minha insignificância. Estou sozinho afinal. Limito-me a controlar o inanimado, o que é pacato e escuro, as sombras moldáveis, a natureza sem vontade, as coisas frágeis, tudo. Menos o fogo. O teu fogo.

E quando sou eu a chamar por ti? Sentes? Acho que simplesmente ouves, como estás predestinada a ouvir qualquer voz, qualquer estímulo. Mas e se eu gritar? Como já te gritei tantas vezes… Palavras duras, dilacerantes, tudo dito com um propósito estrategicamente definido, a intenção de te ecoar na cabeça repetidamente, como se te enfiasse aqui, dentro do meu peito vazio, e te trancasse sem piedade. Como se está mal aqui dentro - pensas tu - assustada e frágil. Por esta hora já deves estar a sufocar, asfixiada, enquanto tentas gritar desesperadamente para que te deixe sair. Pois é… Vive-se mal dentro de mim, mas eu quero que tu experimentes… E essa viagem, fazes através das minhas palavras, as piores, que tenho guardadas só para ti.
 
Comoves-me. Sempre tiveste essa capacidade, de me comoveres a mim e aos outros, com esse teu excesso de ternura e de bondade. Que criatura mais bonita essa tua pessoa. E quando te descobri por dentro, por dentro dessas roupas, pensava que eras cândida mas afinal eras fogo. E a tua bondade onde estava? Afinal eras animal. Nada contra. Só me esqueci de te dizer que, depois de convertida em pecadora, nunca mais olharia para ti da mesma forma.

Descontrolaste-me e eu comecei a perder-te. Mas como assim perder-te? Jamais permitiria isso. Eu estava dentro de ti, e tu, sempre que fugias, levavas a minha pulsação contigo. Obrigaste-me a correr para salvar a minha vida. Corria atrás de ti completamente demente, em autênticos labirintos que já confundia com as minhas próprias entranhas, caminhos confusos que pareciam os da minha consciência.

Encostei-me à parede e aguardei calmamente. Optei pela contemplação do tempo e do futuro, até que chegou o dia em que te encontrei e segurei. Como foi bom sentir-te. Percorri-te toda enquanto ainda estavas quente, e como arfavas… Converti esse respirar de terror em prazer, para mim, estavas a gemer por me teres. Foi tão bom, lembras-te? Claro que não…

No fim, olhavas o vazio, enquanto eu enrolava um cigarro vagarosamente. Entre baforadas densas e silenciosas, encostei a tua cabeça naquela pedra. Ainda hoje lá permanece a tua marca, a vermelho, a cor do teu batom.

Agora, sinto-te perto, e já sei onde te encontrar.



Texto com a colaboração de Ana Luísa Costa.  

11.21.2013

I want it all

I want it all. I want the wind, the cold, the snow. Shivers of cold.
I want to cry. Badly. I want to suffer, to feel miserable. I want to feel as in i don't belong anywhere. I want to feel lonely, abandoned, with no purpose. I want to feel like i don't matter, like i'm useless. I want to feel the tears roll down my face. The sound of me sulking ripping the nights. My screams, my agitations, my nightmares. I want it all.

I want to be lost. I want to loose my direction. To walk with no goal. To run until all the energy is gone. I want to run out of air, run out of tears, run out of hope.

I want to loose it all. Empty myself of everything. So that, when you finally come, i'm ready to be filled with your smile. With your smell, with your laughter. With your love, your warming embrace. Your company, your presence. Your desire, your lust. Your body, with your taste.

I want to loose it all, so that i can have it all.

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Quero tudo. Quero o vento, o frio, a neve. Arrepios de frio.
Quero chorar. Copiosamente. Quero sofrer, sentir-me miserável. Quero-me sentir como se não pertencesse a lado nenhum. Quero-me sentir sozinho, abandonado, sem razão de estar. Quero-me sentir como se nada importasse, como se fosse inútil. Quero as lágrimas a escorrem-me pela cara. Os sons dos meu soluçar a rasgar a noite. Os meus gritos, agitações, pesadelos. Quero tudo.

Quero-me perder. Perder a orientação. Caminhar sem rumo. Correr até se esgotar a energia. Até ficar sem ar, sem lágrimas, sem esperança.

Quero perder tudo. Esvaziar-me por completo. Para que, quando finalmente chegares, esteja pronto para ser preenchido pelo teu sorriso. Pelo teu cheiro, pelas tuas gargalhadas. Pelo teu amor, pelo teu abraço. Pela tua companhia, a tua presença. O teu desejo, a tua lúxuria.

Quero perder tudo, para poder ter tudo.

7.24.2013

Pontos de vista

This is what i want. This is my choice. My goal. My dream.
This can't be what i want. This was not my choice. Neither my goal or dream.
I don't care what i want. I don't want to make choices, or have goals or dreams.
I don't know what i want. I want to make choices and have goals and dreams but i don't know how to do it.

Well i live. I make my own choices as they appear in front of me. I have goals and dreams but i don't let them command my life. Instead i follow the paths that will bring me closer to them, although always adapting them to my current reality. Life is what we do now. I don't care about the past, i don't care about the future. I care about the today, the now, the immediate.

7.09.2013

Silence

The silence is overwhelming. You don't hear a whisper. A single noise.
I look outside. I open the window, slowly, afraid of disturbing such peace. I could hear my heart beat. The air racing through my nose. I could hear it entering my lungs. The blood rushing to grasp every bit of oxygen out of it. 
I take a deep breath. Calm down man! It's just silence.
Silence is scary. Is the full absence of life. Pure silence i mean. 

I step outside. My footsteps echoe on the mountains far away. But i don't hear it. The night is dark. There is no light, no moon. There is nothing. Well the hell is everybody? Where are the birds? The insects, the dogs and cats? Damn.

I am outside. I can feel the wind around my body. Every single hair reacts to its presence. But i don't hear it. I just can't hear a thing.

I open my mouth. Trying to make a sound. For some reason my throat is blocked. I articulate the sound, but nothing comes out. I force it. I'm screaming now. My veins are popping out. Tears burst from my eyes, as i make one last effort to speak.

Finally i do. The only sound i can make and hear is your name. I shout it, with all my strengths. And finally the whole world awakes. The birds sing again, dogs bark, cats run away from it. The wind blows stronger than ever. The moon rises, i can see the streets again. Slowly my heart goes back to normal. My breathing becomes peaceful. I can go back to sleep!

7.07.2013

Beijo-te

Caminho apressado. Um ombro ali, um cotovelo acolá. Olhares fugazes de gente apressada. Caminho devagar afinal. Vou saboreando cada passo. Apercebo-me disso agora.
Vou sentindo a brisa vinda do Tejo. Como que me a fazer abrandar. Arrepia-me os pelos da mão. Ajeito a boina, puxo as golas para o pescoço. Meto as mãos ao bolso e assobio.
Baixo ligeiramente o volume. Os sons da cidade misturam-se agora com os acordes. Com aquela guitarra nervosa. A mão no bolso (porra que está frio) vai-se agitando. Os táxis, apressados como todos, vão abrindo caminho ao apito, como que se daquilo dependesse a sua sobrevivência. Todos os segundos contam nesta cidade. Tudo ao relógio, atrasado, mas como um relógio.
Inspiro as castanhas. Aquele fumo que me envolve enquanto o atravesso. Crava-se na mente. A textura, o suave escorregar da manteiga em miolo fumegante. A jeropiga que acompanha.
Sinto a chuva na testa. Volto a ajeitar a boina e a aconchegar ainda mais a gola. Olho em volta, os chapéus a abrirem-se. A multidão caminha apressada, entre fumos, apitos, negrume. Já não é dia, mas ainda não é noite. As luzes dos carros vão iluminado os recantos. As sombras ganham vida. Dançam comigo. E eu assobio.
Rua acima, como qualquer actividade prazerosa que requer esforço. Todas elas são de certo modo uma penitência. Um pedido de desculpas pelo antecipar do prazer. Um qualquer resquício de uma culpa sempre solteira.
A faixa muda. Uma voz feminina, lenta e arrastada. Linda. Vou cruzando olhares. Olhares baixos, cabeças baixas. Eu não. Enfrento a cidade de frente, conquisto passo atrás de passo. Um olhar fortuito aquece-me por momentos a alma. Um sorriso trocado, arranjado, imaginado. Vejo os teus lábios. As curvas, a cor. O suave trincar. A pequena cicatriz que não consegues resistir a lamber ocasionalmente. A maneira como eles sorriem para mim. Como as palavras escorregam lenta e sensualmente. Como suspiros que me entram directamente na alma.
Todas têm a tua cara. Todas têm o teu sorriso. Vejo-te em todas as sombras. És tu a minha companhia nestas ruas apressadas e escuras. És tu o meu porto seguro. Onde em cada piscar de olhos me vais dando a mão e sussurrando ao ouvido que está tudo bem.
A rua chega ao fim. Um aglomerado nos semáforos. A luz vermelha, teimosa, pisca ligeiramente. Como que a incentivar à passagem rápida. Avalio com calma os padrões de deslocamento, procuro uma abertura na multidão e lanço-me à estrada. O vento sopra forte, vindo do chão. Aquece-me momentaneamente. As luzes, todas elas, reflectem-se nas gotas nos meus óculos. Padrões psicadélicos e reconfortantes. Olho em volta à tua procura. Entre as sombras e as luzes. Tanta gente.  Páro. Apuro os meus sentidos. Sinto todos os ventos e todos os cheiros. Fecho os olhos por segundos, abstraio-me dos ruídos. Vejo-te nitidamente agora. Os contornos dos teus olhos, os ombros cobertos por uma cascata de caracóis. Esse teu sorriso. Toda a energia que necessito está aí. A tua silhueta, elegante. Um salto discreto. A contornar perfeitamente as tuas pernas. Uns collants pretos. Um vestido justo. E um casaco comprido. Linda! Estendes-me a mão. Ondulando ao vento.



Sinto os teus lábios nos meus. Tinha tantas saudades tuas!!

7.02.2013

Inevitbilidade do sentimento

Movimento e fluidez. Ou uma fluidez constante de movimento. De acontecimento. Qualquer coisa em nós que nos faz mexer. Um movimento constante de ideias desconexas.
Tudo o que fazemos provoca movimento. O ar em nosso redor agita-se. O chāo treme com a nossa presença. A sombra ilumina o lugar mais sombrio. Respiras e uma chama agita-se. Sopras e a água separa-se. Piscas o olho e a outra pessoa sorri. Um olhar faz tremer a mais sólida rocha. Um beijo faz todo o teu sangue fluir mais rapido. Tudo se coordena, tudo se mantém no seu equilíbrio. Na unica certeza. Que qualquer movimento provoca movimento. 

Inevitabilidade. 

A base de toda a nossa vida. Que qualquer acção provoca reacção. 

Temos sempre os pensamento. Neles somos realmente  livres. Não estou a falar de podermos pensar sobre aquilo que nos apetecer. Isso é uma consequência lógica do segredo associado ao processo. Pudéssemos nós ler pensamentos e garantidamente passariam a ser tão controlados como as nossas palavras.

Refiro-me sim a nós proprios deixarmos de controlar os nossos pensamentos. Desligar o corpo, a percepção física das coisas invadir a nossa utopia. No fundo voltar ao sentimento. Onde tudo afinal começou. 

6.17.2013

One week

Stare at me. In a 'i want you' way. Say you love me. Say it. Damn it.

What were you saying? Nothing, i was just thinking out loud.

You can't. I can't.

Stop. Full stop. Or half stop. My brain is screaming but i can't hear a thing. I can't. I feel too good to stop. Slow down at least. I can't. I won't.

I can see you, you know? I can see your pain, i can see your sorrow. Behind that smile i can see it. Not on your lips. Your lips are always laughing. I mean in your eyes. I see the darkness within, i see the despair, the sadness. Look at me baby. Look straight at me. You see that? Now that's a smile. A little spark there, some light and color. Beautiful by the way.

But i have to stop.  Make-believe. It's easier you know? It's faster. We are all there. We are all in that world. Some know it, others don't. Should we leave them there? Come with me to my real world. Dark and cloudy place, but at least it's real. At least you know what you can expect. Come with me. I'll show how to be happy without having to pretend. I'll show you how to do it. It's really easy. Just be real. Be real with me. Be real next to me. It's all we need, reality. Together.


6.10.2013

Sometimes you walk, other times you enjoy

The unexpected. You never know what comes next. You never know what life has reserved for you, what will be the reactions to your actions.
If you have a path, a set of waypoints that you want to follow, thinking "that's the way to get there", you might be confortable with it. But then you start to think: "where is there? Here i am, trying to walk through this, following all this guidelines and signs and stuff. What if i stop and watch what's on the end of the next detour".
Then you start taking some chances. Trying to cut short through here because the road will appear just ahead, but in the end all you get is some scratches and bruises.
Nevertheless you keep going. Now enjoying more the path you're walking. The green of the trees, the cool sound of that bird, some weird insect just calling his mates. And you start to worry less about the destiny and more about the way.
So the next time you get a detour, you appreciate more what new things you'll discover there, new trees, birds and sounds, rather than if that detour will eventually take back to where you were. Because honestly, i don't care where i'll end up next. As long as i enjoy my way there.

3.14.2013

Um ano, uma vida

Amo-te.
Desejo-te.
Com toda a vontade
Com toda a honestidade.

Odeio-te
Anseio-te.
Com a calma de quem quer
Um dia amar-te.

Um ano, uma vida
Um dia, muita página lida
Muita palavra escrita, 
Muita história vivida.

Uma vida de desejo
Uma noite fraquejo
E digo-te sem um pestanejo 
Sem bocejo, nem pejo
Que no meu coração um latejo
Me diz o quanto te desejo.

3.11.2013

Adeus

Há muitas maneiras de dizer adeus. Até há maneiras de o dizer sem fazer nada por isso. Uma sombra qualquer no olhar, um canto da boca ligeiramente descaído, uma mão entrelaçada na outra.
Um "adeus" inaudível é sempre mais pesado, sempre mais sentido e acima de tudo bem mais triste do que apenas uma palavra.
Um adeus na palavra, um adeus num abraço, um adeus num beijo. Estes deixam marca, deixam uma memória. Deixam uma impressão num qualquer sistema cerebral que nos causa emoção. Um adeus sem nada, um adeus sem nota, sem mensagem, sem cor e sem brilho apenas nos desperta a noção de vazio. A noção de que nem na hora do adeus, nem na hora de nos lembrarmos de quando se disse adeus, nem nada nos vai preencher o vazio.
Porque pior que dizer adeus é não saber que se disse adeus.

1.07.2013

Canas


Uma por uma, apanhou todas as canas. Todas, sem excepção, estavam vazias. Pô-las ao ombro e voltou à estrada. Em busca de mais rios e mares.
No cruzamento parou. Apoiou-se com um pé enquanto o outro permanecia nervoso no pedal. Olhou ao fundo, calculando a miopia e pensou vislumbrar ao longe um charco.
Contudo, era perto de mais. Ali não havia peixe. Nem outro animal. Arriscou e continuou estrada fora. Em busca do desconhecido, mas sempre remoendo e mastigando a ideia que o ia couçando nas costas. Não era ideia alguma, apenas as canas, as muitas canas que se iam encavalitando e relembrando da paixão, essa paixão da pesca em charco alheio que cultivara desde a infância.
Passados uns kms parou. Estava cansado, desgastado. As pernas pesavam, as costas vergavam ao peso do património. O frio esse, implacável, gelava-lhe os dedos. A lingua presa, a respiração difícil. Uma a uma, todas tiveram um único destino. Um fogo crepitante, que lhe aquecia a alma. E que lhe fazia lembrar todos os peixes que lhe escaparam.
Verteu as canas uma a uma para o fogo que o ia aconchegando lentamente. estendeu as mãos à frente. regozijou-se. Regozijou-se num longo momento em que o calor por momentos ultrapassava o tremor interior que escondia, sem poder por inteiro albergar o tremor que perpetrara. O regozijo, tal como o fogo, fitava-se lentamente, numa chama que ao invés de lhe permitir vislumbrar um novo enlace, lhe lembrava a cada instante estar perante um retorno.Num movimento fugaz, levou uma mão ao fogo na ânsia de salvar uma, alguma, nem que a mais pequena das canas. bolas. falhara e quase queimara a mão.

12.03.2012

Talvez

"Amo-te
Odeio-te
Espera não sei.
Quero-te
Desejo-te.
Uma vez
Outra vez
Talvez.
Não."

11.30.2012

O que seremos. Ou o que nunca fomos.

Somos o que somos. Podemos até nem perceber bem o porquê de sermos assim, mas tentar negar a nossa verdadeira essência é dos maiores erros que podemos cometer. Temos que nos adaptar claro, ir aprendendo com os erros, ir "limando aqui e ali umas arestas" para aperfeiçoar o processo. Mas a essência tem que permanecer inalterável. Temos que ser honestos a nós próprios. Mesmo que doa, mesmo que se caia, mesmo que por vezes se duvide do que somos. É claro que o processo de revolução pessoal pode levar a alterações à estrutura base. Estamo-nos sempre a reinventar, a mudar de interesses, de paixões. Seja por influências positivas, seja pela porrada inevitável que a vida nos dá. Mas, e volto-me a repetir, a nossa verdadeira essência está sempre lá. E entregarmo-nos a este nível, com esta dedicação, é arriscado. E intimidante. Por vezes mais aos outros que a nós próprios. Tenho para mim que a felicidade está lá. Apenas em patamares diferentes e de formas diferentes. Nem todos podem ser felizes da mesma maneira. Cabe-nos a nós, enquanto indivíduos, encontrá-la e percebe-la. E não desejar modos de felicidade alheia. A maior parte não respeita a essência, contradiz os sentimentos e afasta a sinceridade e honestidade.

11.14.2012

Mentes

Sussuros ardentes Beijos carentes Festas dormentes Saudades ausentes

11.13.2012

Esquizofrenia

"A esquizofrenia fazia-me sentir doente. Diziam-me que não era eu naqueles momentos. Que fazia coisas que não se deviam fazer. Não era normal diziam eles. FUCK NORMAL be you! Disse eu. E por fim disseram que afinal não era esquizofrenia. Era maluqueira. Que devia ser tratado. Diziam-me que eu não sabia o que estava a fazer, que não tinha noção. Não era culpa minha, era da doença. E que isso era normal. FUCK NORMAL! Disse eu. Então se calhar és só diferente. E o mundo não gosta do diferente. Não te podem levar a sério porque não te entendem. Tudo o que é diferente é necessariamente errado. E contra isso não podes fazer nada, é o normal. FUCK NORMAL, be you! Voltei a dizer. E continuei: ouçam o mundo. Ouçam o diferente, ouçam o que não ouvem. Vejam o que não querem ver, pensem como nunca pensaram. Façam o que querem fazer, apenas e só PORQUE O QUEREM FAZER. Isso sim, é normal. E sim, Fuck their Normal. Don't fuck your normal."

11.09.2012

Confiança

Por vezes temos que agitar as coisas. Fazer algo que não se espera. Cortar com o banal. Porque o comum todos fazem. O normal, já foi vivido. Se queremos sobressair de alguma forma temos que ser arrojados. Confiantes. Seguros do que temos para oferecer. E não hesitar. Partir à descoberta, sermos receptivos à mudança e à diferença. E realmente sê-lo. Ter um objectivo, uma crença, uma mensagem. E espalhá-la até que nos doa a voz. Até que as pernas já não consigam andar. Até que, por fim, a diferença se torne comum. E o normal volte a ser inventado.

Be Happy

Há em todos nós uma necessidade intrínseca de sofrer. De sentir intensamente. De abraçar e amar. De chorar e gritar. O sofrimento é entendido como uma penitência de pecados que nunca cometemos, de erros que nem deveriam ser classificados, quanto mais considerados relevantes para a nossa condição. O que nos causa mais emoção é necessariamente o negativo. Ou melhor, a nossa felicidade tem como medida a quantidade de sofrimento que iria causar caso cessasse actividade (a felicidade claro). Somos mais felizes quanto mais podemos sofrer. Num futuro hipotético. Assusta-nos talvez viver no momento. Sentir a felicidade como algo palpável, mensurável e assente em si mesma. Mas é exactamente isso que temos que fazer. Somos felizes porque o somos. Ponto. Nada mais interessa que sabermos que o somos. É relativo, claro que sim. Depende de dia para dia, depende do sorriso, do cheiro que teima em ficar nas roupas, naquele riso que se instalou num canto do cérebro em repeat. Num abraço dado de forma mais invulgar e espontânea. Um café tomado a dois, a três ou a quantas pessoas o nosso mundo permitir. É ser feliz sozinho, sabendo que nunca o estás. E nunca o estarás. Porque ser feliz é fácil. Basta sorrir.

10.30.2012

Imaginação

Já não te vejo há tanto tempo. E isto acontece com frequência. Não sei se me esqueço, se a minha memória já me atraiçoa, ou se nunca exististe e foste apenas fruto dos muitos medicamentos que tive que tomar. Só sei de uma coisa, tu para mim, neste momento, nesta vida e nesta condição a que estou sujeito, foste a coisa mais importante que me aconteceu. Toda a minha vida, não houve muitas coisas que tivessem significado. Ou uma razão de ser. Não sei porquê, se calhar a vida da qual me lembro, e que me parece tão estranha, nem nunca foi vivida. Mais uma vez pode ter sido completamente idealizada e moldada para se adequar ao que a minha mente percepcionava. As caras, os lugares, não me dizem nada. Não me lembro dos cheiros, do sabor das coisas, da textura dos material, do peso da roupa na cama. No meio do caos, no meio de toda a poeira, o lixo e a desordem, só me lembro de quatro coisa: do teu cheio, do teu sabor, da textura da tua pele e do teu peito embrulhado no meu coração.

10.29.2012

Despercebido

Passar despercebido é óptimo. Saber que as pessoas chegam a ti pelo que tu és e por aquilo que fazes. Não por lembretes ridículos, por imposição de presenças ou por convites em avulso. Saber que quem está é porque quer estar. E quem te diz coisas, quem te fala, quem te abraça e beija, fá-lo com gosto. E com sinceridade e honestidade. A todos eles, a todas elas, o meu profundo agradecimento. Porque muito mais que a quantidade, a qualidade.

10.10.2012

Simplicidade

Fala-me. Como se nunca tivesses falado antes. Diz-me tudo o que pensas mas não o disseste. Berra com todas as tuas forças as frustrações que nunca enfrentaste. Bate-me, como se disso dependesse a tua vida. Maltrata-me por todo o mal que já te fizeram. E no fim beija-me. Como nunca antes a ninguém..

10.02.2012

Respiração

Respiro Inspiro. O ar que respiro. Inspiro, expiro expiro. Inspiro. O ar que transpiro, inspiro. Respiro. Suspiro. Inspiro e respiro, pleno de objectivo e.......suspiro. Gemido. Quente, Ardente, Inocente, Carente. Efervescente.

9.27.2012

Ritmo

Sinto-me a navegar. Perdido num mar de sensações. Emoções que não sei explicar. Aliás, nem se explicam acho. Perdido num mar de sensações. Lá está, a navegar. Em círculos, com as correntes, por vezes sem conseguir dominar o caminho. Nem o destino, nem o início. Perco-me nos objectivos, perco-me nas ferramentas, no barco, nos remos, na bússola. O Norte confunde-se com o Sul. O vento sopra, faz-me rodopiar. A chuva tolda-me a vista. Entro numa espiral sem controlo, num desassossego próprio de quem não sabe o que quer. E está bem com isso. Porque o gozo todo desta vida está nisso. Está em deixarmos que o ritmo da vida nos tire da nossa zona de conforto. Nos surpreenda, nos atinja com tamanha violência, por vezes crua, nem sempre ideal, mas sempre, sempre, com um objectivo. Que não se sabe qual é, nem se quer saber. Apenas basta saber que há um, e deixar a coisa fluir. Porque no final tudo faz sentido. Porque tudo tem um final. Mas para esse final chegar, o princípio tem que acontecer. E o caminho, sinuoso, mete muito mais piada. Quando não se sabe onde se quer chegar, nem como lá chegar. Apenas que há um caminho. E isso basta. O vento, o descontrolo, a crueza e fealdade da realidade, tudo isso encaminha, ajuda, empurra. Para qualquer lado. É isso que interessa.

9.20.2012

Alma

Olho-te nos olhos. Leio-os, entendo-os. Sinto-os como se fossem meus. Cada pestana, cada sombra. As cores faiscantes empurram-me para o delírio. Por momentos esqueço quem sou. Neste momento nada mais interessa. Apenas esse brilho. Essa mensagem que a esforço tento entender. Sorris. Sacodes o cabelo. Voltas a olhar para mim. Alguma vez notaste que aqui estava? Alguma vez me sentiste como eu te sinto? Alguma vez olhaste para dentro de ti própria? Alguma vez te reconheceste? Comunica comigo. Contigo. Porque no fundo eu e tu somos o mesmo. Somos a mesma essência, os mesmos suspiros, os mesmos arrepios. Só eu e tu.

9.19.2012

Vida

A vida é o que nunca foi. O eterno jogo do poderá ser que e nunca é. Do estar quase mas nunca concretizar. O que queremos fazer mas que nunca acontece. Porque no fundo a vida nunca é nossa. A vida é de quem a vive. De quem a poderia viver. A vida é dos outros. Mas se a vida é o que nunca foi, então afinal é nossa. Só porque não é de mais ninguém.

9.12.2012

A escrita

Quando se escreve qualquer coisa, supõe-se a leitura. É um facto, sempre que uma palavra é escrita, será lida. Invariavelmente é isto que acontece. Não há outra hipótese. Assim como qualquer palavra proferida será obrigatoriamente escutada. Mas não se pode escrever sobre qualquer coisa. Ou melhor, poder pode, mas essa qualquer coisa, à medida que é escrita, passa a ser A coisa sobre a qual se está a escrever, perdendo o título de qualquer. Assim como também não se pode falar sobre qualquer coisa. Quanto muito pode-se escrever e falar sobre escrever e falar sobre qualquer coisa. E aí o qualquer continua seguro. Há todo um poder oculto e muitas vezes não reconhecido nas palavras. Sâo capazes de causar dano, dor, prazer, entusiasmo, arrepio. Ondas sonoras a multiplicarem-se no cérebro, inundando-o de sensações. Tom, cadência, repetição. Tudo em sintonia, em agonia. É que no fundo, a única coisa que queria era escutar-te.

9.10.2012

Alone in the Dark

Não compreendo. Quero, mas não devo. Insisto, mas não devo. Interrogo, mas não devo. Caramba. A vida é simples. Ou não.

4.16.2012

Tempo

A inspiração é algo que não vem quando se quer. É um sentimento estranho, algo que nos faz começar a fazer algo sem parar. Sem ser planeado. Sem ser pensado. Uma música, um sentimento, um raio de luz. Algo faz-nos lembrar um momento especial, uma força estranha que nos impulsiona. Que nos faz fazer. Faz pensar. A inspiração pode simplesmente servir para pensar. Para imaginar, navegar, pairar por esse mundo. Costumo ter um objectivo em tudo o que faço. Mesmo quando as faço só por fazer. Gosto da ambiguidade da escolha, na hesitação do desejo. De usar as palavras e juntá-las como acho que encaixam bem na altura. De dar liberdade aos meus dedos para escrever. Já o disse uma vez, parece que é algo que me comanda. Essa inspiração toma conta de mim, dos meus tendões e músculos. Faz-me fazer coisas que não faria, não porque não fosse capaz mas simplesmente porque não me iria lembrar de as fazer. O problema é quando ela desaparece. Quando essa vontade estranha e obtusa nos deixa de convencer. Quando indagamos sobre a sua própria motivação. Quando questionamos aquilo que nos sai do subconsciente. Quando questionamos a própria existência de algo que não pode ser explicado...E aí deixas de fazer sentido. O instinto, o que nos faz humanos sem perder a ligação com o animal, com a essência. Por vezes é preciso parar, respirar, redefinir, repensar tudo. Analisar expectativas, destruí-las se for preciso. Porque há ruínas que ficam para sempre ruínas. Outras crescem em cada machadada, tornam-se robustas e cada vez mais precisas.

3.21.2012

Palavras

As palavras que nunca te direi. As palavras que escritas, não fazem sentido. Ditas, não têm conteúdo. Sentidas, dão luz à minha vida. São ideias, paixões, convicções. Interiorizações estéticas e fonéticas, usadas para confundir e baralhar. As palavras que nunca te direi faziam todo o sentido. Mesmo que não o houvesse. Porque seriam as minhas palavras. Pensadas, imaginadas e criadas para ti. Um puro exercício de intelecto e de paixão. De rebelião, mas também de convicção. Convicção que as entenderias. Se te as dissesse. Mas as palavras que nunca te direi, essas ficarão guardadas. Até nunca.

1.16.2012

A decepção

Constato que esta sociedade vive não só uma enorme crise de identidade, de falta de sonhos e ambição, mas acima de tudo uma enorme crise de valores. A falta de respeito e consideração por aspectos básicos da educação, aliados a uma falta tremenda de alternativas e de esperanças, estão a destruir as comunidades. O egocentrismo mais que nunca torna forma. Uma época em que o que interessa é o próprio, sem ter em consideração impactos e repercussões de acções, actos e palavras. Uma desresponsabilização e ignorância completa face à superficialidade com que se estabelecem e destroem relações. Nada é garantido, muito menos a palavra. E quando se esperava uma evolução no sentido de consciencialização pela sociedade e pelos outros, eis que se assiste exactamente ao contrário: a um completo atropelo pelo respeito e acima tudo uma perca completa da identidade sociológica que tanto se lutou para conseguir.

1.10.2012

Um abraço e um beijo

"Um abraço e um beijo era o que bastaria. Sonhar ainda é permitido, vou continuar a sonhar mesmo que toda a minha história de vida me diga que não vale a pena. Não vou desistir obstante de tudo o que acontecer. Porque a esperança é a última a morrer. E se há coisa que nos salvam neste mundo de agora é a esperança. É aquele canto do coração que teima em não gelar. Aquela parte do cérebro que teima em manter-se com um sorriso. Aquela réstia de olhar que nos pisca o olho."

1.03.2012

O Título

Quando escrevo um texto imagino o conteúdo dele. Imagino o rumo que a conversa vai levar, os aspectos sobre os quais quero escrever. Claro que quando o acabo de escrever, e ao lê-lo, rapidamente me apercebo que afinal não escrevi nada do que queria. Volto ao princípio, mudo-lhe o título, e publico. Ao pensar nisto não deixo de tentar fazer um paralelismo com a minha vida. Com as minhas acções e palavras. Sou um ser extremamente espontâneo, para o bem e para o mal. Ou melhor, para o bem, ponto. Porque o espontâneo é o real, é o não pensado nem analizado. O instinto portanto. Tudo o que digo e faço é sentido, e não pensado. Com dissabores e arrependimentos, porque se muita vez o primeiro instinto é o mais correcto, a transcrição desse instinto em acções muitas vezes não é o ideal. Com a desvantagem de não poder voltar atrás e mudar o título.

12.28.2011

Das voltas

Ando às voltas sem conseguir dormir. Os meus olhos fecham, as horas passam sem que eu dê por isso, o sol nasce sem me incomodar. Mas não durmo. Os pássaros acordam, enchem o ar com o seu chilrear. Mas eu não ouço. Não durmo. Eu não durmo. Não estou cansado. Subo e desço escadas sem me incomodar com as pernas que já não dobram, com os pés que já não sentem. Mas eu não me canso. Eu não durmo. As horas passam, os pássaros acordam. A lua levanta-se, muda, desaparece, muda, volta a aparecer. As horas passam. O sol volta a nascer. A chuva cai, mata, volta a dar vida. Tudo renasce. Tudo floresce. Mas as horas não passam. O sentimento não muda. Eu não durmo.

12.13.2011

Vestido preto

Já não escrevo aqui há tanto tempo. Não digo que é tempo de mais. Mas é muito. Não tenho muito que dizer. Tenho muito que sentir, agora dizer, escrever, explicar, já não faz muito sentido.
Andava parado. Sossegado e feliz. Sozinho é um facto, mas era feliz. Estava feliz com o que tinha, com o que sentia, com os meus objectivos e com os meus planos.
Até que decidiste aparecer. Agitaste tudo, involuntariamente provavelmente. Ou não. De repente a minha vida tomou outro significado. Tinha um objectivo que não fosse apenas profissional. Tinha uma paixão, uma vontade de fazer mais e melhor.
Tenho defeitos como toda a gente. Não sei lidar com certas coisas, tenho medos, receios, impulsos. Digo as coisas de maneira errada, sinto as coisas talvez de maneira errada. Mas nada disso invalida o que aconteceu, não lhe consegue retirar a magia, a intensidade.
Quanto mais modos de comunicação estiverem abertos menos se pensa no que se transmite. Porque o ruído gerado por esse excesso de informação provoca desvios e desfoques. É isso que sinto. Já disse isto mil vezes. Sinto falta do contacto humano, da emotividade no olhar, no mistério do sorriso. Um toque na mão, um abanar o cabelo, uma festa, um olhar. O olhar. O teu olhar. O teu toque, o teu sorriso. O teu riso. Quando não há nada disto parece que tudo perde a magia. E entra o conflito. Entra a vontade, a necessidade. Entra o desespero, as asneiras, as palavras mal ditas, as acções mal medidas. Porque quando se pensa demais, faz-se tudo ao contrário.
Sou espontâneo por natureza. Para o bem para o mal. Mas também sou genuíno. A mensagem por detrás tudo o que digo é real, é verdadeira. É isso que tens que perceber, não o literal.
Já é tarde. Incrível como passou tão pouco tempo e já se fez tanta coisa errada.
Fica a memória de uma flor e um beijo. E um abraço. E esperar que o tempo, esse termo vulgar, efémero e por vezes triste, esse tempo que tu não tens, esse tempo que eu queria partilhar, faça o seu papel. E um dia, uma hora, um minuto, algo aconteça que mude isto tudo. Que volte à magia e à paixão.

9.28.2009

TOP 5 JOB: to own a record shop.

Comissão Europeia quer limitar volume nos leitores de música portáteis

Epá sinceramente...e consciencializar as pessoas para os factos (que já são conhecidos e falados há muito tempo) e deixa-los decidir por eles? Se querem ouvir alto ouvem, se não querem não ouvem...Ou estamos a entrar numa fase em que temos que cingir liberdades de escolha e de atitudes porque a sociedade já não consegue pensar por ela própria? Isto só me faz lembrar o filme I, Robot. Em que para proteger a raça humana a inteligência superior artificial robotizada tentou escravizar os humanos, protegendo-os deles próprios. Não querendo ser radical, mas.....dá que pensar.


Nota: claro que estou a usar uma notícia de hoje no Público para generalizar a outras temáticas...

9.22.2009

:)




Para este Outono vou deixar crescer o bigode, comprar um cachimbo e palmilhar as ruas de Lisboa de boina e jornal debaixo do braço, com um casaco de fazenda aos quadrados. Ah e com uma pasteleira:D

9.21.2009

Ruas Maldosas

É das ruas que vivo e me alimento. É na rua que me sinto bem. É nas ruas que está a cultura, a inovação, a diferença e a audácia. Nas RUAS

9.20.2009

Nota Mental

Nunca mas nunca mais ir começar uma noite no Hard Rock. Não, é mm muito mau...Muito muito muito mau.

9.19.2009

Agradecimentos

E assim se sabe que o fruto do trabalho ao longo de 7anos está a chegar ao fim


"Este trabalho não poderia ter sido feito sem o essencial apoio de várias pessoas que, voluntária ou involuntariamente incutiram motivação e inspiração mesmo nos momentos mais difíceis.
À minha família, em especial ao meu Pai e à minha Mãe, que sem eles nada disto seria possível. Local de trabalho, tecto acolhedor e sossegado para repousar a mente, condições mais que suficientes para assegurar um bem estar e uma calmia que me permitiram momentos longos de reflexão e pensamento.
Ao Daniel e ao Bruno por terem acompanhado as minhas exaustivas explicações sobre os procedimentos que me propus a implementar, quando estes ameaçavam só fazer sentido na minha cabeça.
Ao Prof. Caldas Pinto que me guiou e orientou durante o processo de amadurecimento da ideia até à fase de conclusão, nunca se abstendo de criticar quando era preciso, nem que para isso me fizesse duvidar do sucesso da minha demanda.
Ao Pedro Morgado por ter discutido aspectos técnicos que poucos perceberiam.
Ao Gonçalo Vinagre por me ter acompanhado nos anos em que o gosto pela programação e automação cresceram em mim.
Ao Gaspar, Hélder, Sara, Pedro Mona e Hélia por terem ouvido vezes sem conta as minhas lamúrias e queixas da tese, por no Verão terem dado uso às minhas facilidade de divertimento enquanto eu fechado em casa lutava por me concentrar, por todos os fins de semana que me permitiram descarregar frustrações e carregar baterias.
Ao Marlo, por todos os momentos passados e vários brainstorming partilhados, mesmo quando a única resposta que obtinha era um longo silêncio de alguém que não percebia nada do assunto, mas que depois dizia “vá força com isso então”. "

9.18.2009

Frases e acontecimentos

Hoje iniciei oficialmente a minha participação no MAL com um artigo também publicado no meu outro canto, apesar de num não ter opinião mas no outro sim. Visitem e reajam.

9.14.2009

FDS

Como aqui já tinha dito, o meu fim de semana iria ser preenchido. E foi efectivamente. Sexta vi o filme The Hangover, um filme de ir às lágrimas :D Sábado a exposição foi fenomenal, contactos, conversas realmente interessantes, música relaxante (ah! já para não dizer que tive a oportunidade de passar som no Pátio da Inquisição) e de seguida Kitsch@Praça da República. Ontem LEDBombing@Museu EDP enquadrado no Pecha Kucha 2009. Várias peças interessantes de designers internacionais, música interessante, pessoas "bonitas", mas o cansaço obrigou-me a abandonar mais cedo. Porém uma das noites mais interessantes nos últimos tempos, com uma companhia fenomenal e interessante. Mais por favor.

Cumprimentos MALdosos

9.10.2009

Movimento Acorda Lisboa

E do nada tudo aparece. Visitem MAL

Este domingo há LED Bombing. Este Sábado há Stranger Festival em Coimbra, Pátio da Inquisição. Esta sexta haverá copos com amigos. Bellissimo

9.07.2009

Sabor a...novidade

Porque tudo está a mudar. Para melhor ou pior logo se verá. Apenas um pequeno aparte, que raio é que se passa comigo que já há praticamente quatro(!!!!) anos não "estou" com nenhuma Portuguesa? OK tirem um ano que estive fora mas de resto, que se passa? Desenvolvi uma personalidade e um feitio incompatíveis com a nacionalidade, ou os círculos que frequento não têm sido dos melhores para esse tipo de "amizades"? Diga-se de passagem que também não têm sido muitos os interesses sérios encontrados, parece que esbarro sempre nas particularidades típicas da maioria das mulheres (vá miúdas, porque mulheres não conheço assim muitas, estará aqui talvez o problema) que invalida qualquer tipo de relacionamento. Ou será que me estou a marimbar completamente para este assunto que nem faço nada para o mudar?:D OK está encontrada a resposta.

9.04.2009

Radar

2 da manhã. Cheguei de uma noite de ERASMUS mas a falar português. É curioso ter conhecido as primeiras pessoas de ERASMUS em Lisboa no dia em que faz 2anos que fui para a Áustria. E Lisboa sabe diferente. Sabe a festa, sabe a liberdade, sabe a diversão. Não sabe a confusão, a trabalho, a trânsito. E é uma sensação boa. Engraçado como me sinto tão estrangeiro nesta cidade como eles. E será para continuar. Já tinha saudades de falar francês, espanhol, alemão, inglês, português, italiano...de misturar tudo e fazer sentido. O mais engraçado é que agora estou em casa a ouvir a rádio Radar, uma entrevista do Herman José...ouvir é diferente...cultura, vida, experiência...chamem-lhe ridículo, pimba, gay, o que quiserem...mas sem dúvida mete gosto ouvir este poço de experiência e de cultura. E de facto imagem, televisão, DVD's, etc...não, rádio por favor. Uma das coisas que mais gostaria de fazer era rádio.Talvez no outro canto explorarei essa vontade. Preciso de estímulos, de coisas diferentes.E esta cidade, apesar de não gostar dela pelo simples facto de para lá viver tenho que conduzir pelo trânsito, pagar 8€ por 3horas de estacionamento, andar a fugir das operações stop, quando experienciada como deve ser, aí sim, é das melhores para se viver. Força na mudança, tenho vontade disso pelo menos. E se for preciso ERASMUS mostrarem-me do que esta cidade é capaz, que venham então.

9.03.2009

2anos

Há dois anos chegava eu à maior aventura da minha vida até agora. Esse ano vai ficar marcado para sempre na minha memória, os amigos que fiz, as loucuras que cometi, tudo ao mais alto nível pois claro. Venham mais anos desses que fazem falta.

8.18.2009

E a animação continua

Um amigo meu de ERASMUS está cá. E tem sido um fartote.Ensaios, concertos, noites, relembrar os passos em Graz. De facto para quê preocupar-me em conhecer pessoas "à força", com quem pelos vistos não há quaisquer ligações, pontos de interesse ou curiosidade? Tenho tudo o que preciso, agora é só aproveitar :D

8.10.2009

Pq nada é perfeito, mas quase

Os amigos não se procuram, encontram-se. Resume bem estas festas de Agosto em Ansião. Desde churrascada de bacalhau, caldeirada de peixe para 10 pessoas, jantarada com a malta do futsal feminino, churrascada para 11 (era suposto ser mais mas só faz falta quem está:D) com direito a banhos nocturnos de piscina, tudo isto acompanhado por tinto com fartura, cerveja e servido até as 7 da manhã. Agora é hora de fazer balanços, recuperar um pouco o sono e voltar ao trabalho. Tem que ser.

8.06.2009

Ha coisas que vêm por bem

Misturem 3metades de laranja, limas, melancia, pastéis de nata e afins e o resultado é 1manhã bem complicada. mas valeu todos os minutos :D

8.03.2009

26-Julho-2007

Eras diferente. Alegre, bem-disposta, tranquila. Não tinhas a mentalidade fechada, tacanha, pequena das gentes daí. E todas as pessoas reparavam nisso. Para muitos eras uma destravada, sem leis nem limites. Mas nós sabíamos como tu eras. Eras mais sensível que muitas que não te percebiam. Eras sincera, sem falsos medos nem falsas presunções.
Até que de repente, foste embora. Numa estrada qualquer de merda, num acidente estúpido sem jeito nenhum. E toda uma terra chorou. Toda uma terra sofreu. Todo um mundo desabou. Nunca mais nada foi o mesmo, quem te conheceu ficou tocada por ti, pelo teu encanto. E pela tua ausência. Já não voltas, mentiste-me. Disseste que ia embora e tudo ficava na mesma. Não ficou. Nunca mais vai ficar. Todos os momentos sentimos a tua falta. Sentimos o que tu poderias oferecer. Já passaram dois anos mas a dor ficou. E ficará. Até sempre, o teu sorriso nunca mais ficará esquecido.

7.24.2009

Encerrado para balanço

Vou-me pró Norte. PdC será o meu destino. Até ao meu regresso

7.22.2009

Thoughts

Who are you to judge me? Who are you to tell me what can i or should i say? Who are you to judge my looks, my actions? On what do u base your judgement? Let me be me, let me do my own choices, take my own chances. Just because i'm not like everybody else, that just mean that i'm something else...So yeah i play by my own rules, i do my own thing...if u like, if u don't like, well sorry then u don't like me, cause everthing is a part of who i am.

(conversa hipotética com a sociedade)

7.21.2009

Choose

Life comes with no guarantees, no time outs, no second chances. you just have to live life to the fullest, tell someone what they mean to you and tell someone off, speak out, dance in the pouring rain, hold someone’s hand, comfort a friend, fall asleep watching the sun come up, stay up late, be a flirt, and smile until your face hurts. Don’t be afraid to take chances or fall in love and most of all, live in the moment because every second you spend angry or upset is a second of happiness you can never get back.

(tive que te roubar o texto desculpa, mas está divinal.Ansioso por te encontrar. Beso)

7.20.2009

RollerCoaster

Eu mudo de humor muito facilmente. Tanto estou nos píncaros como chego lá abaixo num instante. E não é preciso muito. Mas ainda bem que subo com a mesma "facilidade" com que desço, senão estava tramado.

Observações

Já alguma vez chegaram à segunda e olhando para trás aperceberem-se que o fim-de-semana não teve jeito nenhum? Começando por "só dizes, escreves e fazes o que não deves", continuando num "bora à praia que tá um calor do caraças c*** é no furacão que vai por lá passar" e num "ah e tal tá vento siga pra piscina mas quando lá estiveres vão-te partir o nariz (que ainda tá inchado, malditos óculos que não deixam isto passar)" e acabando em noites frias pa caraças que nem na Áustria estava tanto frio nesta altura que acho que me constipei....Venha mais uma semana cheia de diversão e saídas e ver pessoal e tal...PÉTACULO...

7.14.2009

Já há ano e meio que esta série tem sido a minha companheira dos tempos mortos. Já vi e revi, prestando sempre atenção a todos os detalhes, pérolas e quotes de um humor fantástico. Passo a transcrever algumas:

Wolowitz: I'm a horny engineer, Leonard. I never joke about math or sex;

Wolowitz: First we let the lawyers and the jock thin the heard, then we go after the weak, the old and the lame
Leonard: That's your system?
Wolowitz: Yeah and if you spot a girl with a seeing eye dog, she's mine;

Wolowitz: Okay! Let me just go inside and slip off my underwear.
Leonard: Why?
Wolowitz: Well if I get lucky, I certainly don't want to be caught in my Aquaman briefs.

Howard: you know what would bea great idea? We get some girls over here and we play laser obstacle strip chess
Leonard: Believe me howard, any girl who would want to play that, you don't want to see naked
Howard: You underestimate me

Leonard: Come on, guys, push!
Howard: If I push any harder I'm gonna give birth to my colon.
Raj: I can't feel my fingers. Hurry up!
Sheldon: It's the same amount of work no matter how fast you go—basic physics.
Raj: Sheldon, if my fingers ever work again, I've got a job for the middle one

(More to come :D)

7.10.2009

:D

Anda uma sereia à solta na minha piscina...aceita-se recompensa pela sua captura :D Bom fds menina

7.09.2009

Sgass

Esta semana tenho acordado sempre todo dorido, parece que ando a levar tareias diárias...É que um gajo até acorda bem disposto mas mal me levanto lá se vai a boa disposição pó caneco...

7.07.2009

Incrível...

...como não tenho nada de jeito para contar...

6.24.2009

E já está...

candidatura para os estágio InovContacto já está feita. Agora é esperar...

6.23.2009

Onde gastar o dinheiro?

(se o tivesse..)

Ora bem as minhas próximas aquisições vão ser:
-bilhete para Muse (já comprado:D)
-bilhete para PdC
-talvez bilhete para DMB
-CD/DVD de Legendary Tiger Man
-CD de Murder Tripping Blues
-ficar em Lx próximo fds e ir ao concerto na ZDB de Black Bombain e Alto!

(e já chega não??ah! esqueci-me de dizer que ganhei o EuroMilhões (ou não...))

6.22.2009

E tu onde gostarias de acordar?

Onde gostarias de acordar amanhã? 50 pessoas, uma pergunta, várias respostas. O conceito já não é novo, começou em New Orleans com a pergunta:"o que é que gostavas que acontecesse até ao final do dia?". Hoje deparei-me com esta fantástico blog, com as perguntas e os vídeos. Decidi pôr aqui também. A minha resposta vai para Miami, nas Keys, no hotel submergido..e ficar por aquelas paragens por uns tempos. Era bom não era? E vocês, onde gostariam de acordar amanhã?

Fifty People, One Question: Brooklyn from Fifty People, One Question on Vimeo.



[EDIT] Ontem esqueci-me de introduzir o vídeo lamento.

E não é que tou cansado?

Este fds foi completamente atípico. Dormi, fiz desporto, tardes inteiras de papo para o ar na piscina, andei de buggy, sábado até vim cedo para casa (1.30...), mas mm assim tou todo moído e com uma moleza.................................semana longa esta.

6.19.2009

Assim vale a pena...

...viver em Lx. Pôr do Sol no Adamastor, abertura da nova loja Waves and Woods @ Travessa da Queimada 36 (passem por lá), jantar de bloguistas (ou blogueiros ou whatever, o próximo já se chamará jantar de amigos que se conheceram através do blog :D), pub crawling @ Bairro Alto e para finalizar Cais do Sodré Funk Conection @ MusicBox. Foi assim o meu final de 5a. E agora fim de semana é fora de Lx, porque bailarico @ Sarzdela + piscina + morangoskas não se obtém aqui. Até segunda, tenham um santo (e regado) fim de semana.

6.17.2009

Epá...

Será que é complicado circular pela direita??É que não há pachorra, se querem ir a pastar então encostem à direita e dêem espaço a quem quer passar. Por isso é que o trânsito é o caos que é.Porra!!!

6.08.2009

Semana...

...de férias...apenas irei usar o computador para o essencial, coisa pouca portanto. Bons feriados e santo antónio, voltarei na próxima semana.

6.05.2009

LXÈnsemble Projects

Aquando da minha viagem pela Europa parei em Graz, Áustria. Tinhamos um pequeno projecto em mãos que, após esforço, dedicação e inspiração (eheh) deu no seguinte:




A prenda ideal para o sobrinho do Faia. Aceitam-se encomendas (a sério, aceitam-se mesmo)

Epá Epá Epá...

...não gosto nada disto. M**** de tempo. Para quê então os feriados da próxima semana? HUM? É como pessoas como a menina Lua que isto tá como tá. Andam praí a pedir chuva e frio e tal mas esqueceram-se de mudar a morada no S. Pedro só pode...

6.02.2009

As vezes...

...só me apetece agarrar no carro e desaparecer. Nem é por nada de especial, apenas me sinto mais que preso numa cidade em que não me identifico minimamente. Ok há a cultura, a variedade, a música, os bares. Mas anexado a isso vem a confusão, o trânsito, os preços ridículos. Não há a noção de amizade que se encontra em sítios mais recatados, não há a intimidade de sermos tratados num bar como se grandes amigos (que somos) fossemos, é tudo impessoal, forçado, falso. Onde estão aqueles amigos que se juntam num spot qualquer, há sempre animação, não estão presos à m**** de ritmo da cidade. Espontaneidade acho que é a melhor palavra para definir o que me falta aqui. Falta-me poder ser espontâneo, dizer siga beber café e em 10min estar lá, dizer vamos a tua casa ouvir um som sem que os vizinhos batam na parede. Liberdade precisa-se.

Há dias assim...




Tenho saudades de muita coisa. De encontros fugazes, de situações estranhas, de momentos estranhos. Mas acima de tudo tenho saudades de viver o dia. Ando à espera que algo disto me aconteça.

SYNOPSIS
A girl misses her train to Milan and is set to wait overnight in Rome until dawn. However, a chance encounter with a guy changes her plans and the night lights of the capital turn into the background to a tender love story. An extraordinary chemistry made of knowing glances and small gestures fills the few instants that separate them both from the sunrise.

Short film made with 4500+ still photographs. Shot with a Canon EOS 30D camera.
Notte Sento




Descobri este videoclip por acaso, mesmo mesmo agora... aqui fica também:



BTW a felicidade é relativa............

6.01.2009

UI...


...que além de estar todo moído, mordido de melgas e todo arranhado, even so, it was a bad'ass weekend man :D ahahahah bring it on now. 2tarde passadas entre amigos, piscina e algo que se assemelha a pólo aquático, noites regadas com muita música, conversas e divertimento. Que mais se pode pedir? Ah!! Já sei, que seja sexta outra vez. (O que vale é que para a semana nem vou pôr os pés em Lisboa, para quê???!!!)

5.29.2009

E lá vou eu...

...rumo à boa vida, às morangoskas, ao relax.Que bem preciso :) bom fds e aproveitem o bom tempo que não irá durar muito palpita-me.

Reflexão

Isto de sair de casa a "meio" da semana tem as suas vantagens. Quebra-se a monotonia da semana, da rotina, do hábito.Interage-se com outras pessoas, fala-se com quem nunca se falou na vida, vês personagens que provavelmente nunca mais irás ver. Trocam-se ideias, expandem-se horizontes. Criam-se sonhos.

Eu sou assim, a minha cabeça sempre a mil, milhentos projectos que se formam, crescem, tomam conta do meu intelecto. E depois, qual supernova, explodem e levam com eles mais um bocado da minha esperança. Por designação sou um idiota, um crítico, um "génio" incompreendido. Incompreendido por mim mesmo. Não tenho a capacidade de ter uma ideia, de a desenvolver e tentar fazer algo dela. Porque nem eu acredito nela.Muitas vezes quando comunicada desperta nas pessoas aquela cara de "porra que este gajo se calhar até tem uma boa cabeça", mas se as voltas a ver passado uns meses chegam à conclusão que continuei a fazer o mesmo que fazia, que apenas tenho mais ideias e consequentemente mais frustrações. E isso tem que mudar, tenho que evoluir, que fazer algo. Mesmo. Construir algo que saia da minha cabeça. Sem esperar apoios, sem esperar reconhecimento ou atenção. Apenas fazer. E quando o fizer, aí sim, voltarei a falar das ideias, dos projectos, das utopias. Até lá, trabalhar.

Como já perceberam tenho a cabeça à roda de tanta informação. Era capaz de escrever,escrever, escrever. Fica em rascunho, irei publicar com calma e serenidade. Agora vou dormir.

5.28.2009

Por hoje não me apetecer tar em casa à noite...

...irei a uma sessão de cinelençol em Lisboa. O que é isto? Basicamente um lençol estendido n1 jardim e criatividade a rodos a passar nessa tela improvisada. A ideia é do Movimento Acorda Lisboa. Já participei em algumas iniciativas deles, recomendo vivamente. Quinta-feira, 28 de Maio, 22horas
JARDIM do XAFARIZ à Rua do Século, apareçam e divulguem.

Vida boa...

...é ter uma piscina à espera e um jarro de morangoskas para malhar. Alguém se junta? :D

5.26.2009

Hora de almoço

E o que tá no frigorífico é 1espetada e 3fatias de entremeada...HUM!!! Muito simples, vou ali inventar já volto!

[EDIT]
Ora bem. Corta-se a carne aos bocados, pimenta, alho, cebola e sal. Frita-se. Põs-se massa tagliatella a cozer. Quando tiver frito bota-se vinho branco para cozer um bocado na binhaça. Enquanto isso corta-se queijo aos bocados pq não há mozarella em casa. Bota-se feijão vermelho, ervilhas, 1s fatiazinhas de bacon e o queijo na massa. Envolve-se tudo. Na carne bota-se um cadito de natas, mais 1s oregãos, cominhos e coentros moídos (à falta dos frescos...ai campo campo onde tu tás?) e pronto. Um verdadeiro "pétaculo" eheh

Enjoy

O que se faz...

...à uma e tal da manhã por estes cantos? Ora bem acabo de divulgar a minha mais recente actividade no outro blog, acabei o maravilhoso sorvet de morango, ouvi o album inteiro de Radiohead (Pablo Honey) e andei a recolher inspirações para a renovação dos meus dois espaços... Se bem que estas escasseiam. Portanto se alguém tiver uma ideia apite :D Bom Terça

5.25.2009

O ideal...#2

...é meter 300gr de morangos, açucar e gelo, triturar tudo e desfrutar ao som Radiohead. Qual Haagen Daas qual quê :D

5.20.2009

O ideal...

...é aproveitar fins de semana onde se tem casa e ir para lá fazer 1fds mais q prolongado eheheh. Enjoy

5.18.2009

Sem Título (3)

Desde aquele dia nunca mais te vi. A minha vida também mudou, é normal que, por falta de métodos de contacto, e de já não frequentarmos os mesmos sítios, as hipóteses de nos cruzarmos era nulas.
Naquele dia fiquei com a ideia que estava ali a nascer alguma coisa. Já foi à tanto tempo. Já nem me lembro do teu nome (alguma vez tive essa informação?) Agora que penso não sei nada teu, a não ser o brilho dos teus olhos, os tiques do teu sorriso, o cantar do teu riso.

-Olá!

Era o que devia ter dito há mais tempo.

-Como te chamas!

Algo tão simples. Mas tão complicado.
A minha vida é uma ode ao imperfeito, ao acaso, ao vento. Ao vento?? Tudo flutua, tudo pode ser arrastado, tudo pode ser levantado (dá-me uma alavanca e um apoio e levantarei o mundo). Porque uma alavanca tosca, com um apoio colocado ao acaso e com vento a favor, levar-me-á a todos os cantos do mundo, a todos os lados onde preciso ir. Porque eu não quero ir, não quero evoluir. Muito mais que isso, estou destinado a ir, a voltar, a evoluir, a subir, a descer...a viver, a fazer viver. A questionar. A amar, a sonhar. A tudo isto. Acima de tudo estou destinado a ser eu, a ser grande, grande nas ideias, nos ideias, nos pensamentos. Grande comigo mesmo. Grande em mim.

À vida, à amizade, aos momentos. A ti. Vou começar à tua procura. Andas aí, misturada neste mundo.

5.13.2009

Porque...

...ainda perco tempo com coisas que não valem a pena?! Pfff n se aprende nunca tou a ver.

5.08.2009

Epá...



Caro mas.....hum

5.07.2009

Hoje...

...fartei-me de trabalhar, estou agora a tratar da detecção de cor em tempo real que não está fácil...entretanto ando-me a viciar em Pearl Jam. Mais vale tarde que nunca :D o fds tá à porta, mas o tempo tá a piorar...hum ainda não é desta que abro a piscina. Entretanto já tenho a casa toda pintada, maravilha. Agora é encher aquilo de flores até mais não.

E anda aí um projecto a formar-se...vamos lá ver no que isto dá.

5.06.2009

Bom bom...

...é estar a trabalhar com ar condicionada :D

5.05.2009

tenho fome...



...e hoje para jantar quero ver se consigo fazer algo que se assemelhe a isto. Sim porque o sabor não é difícil de recriar, o aspecto sim.

Um dia...

...vou acordas as 9, sentar-me para trabalhar as 9.30 e efectivamente começar a trabalhar as 10. oje só as 10.30 :D boa terça

5.04.2009

É mau...

...quando o que usavas para fugir à rotina tornou-se uma rotina. Temos que mudar isso.

4.22.2009

sou...

...um eterno apaixonado.
...um revoltado.
...um inquieto.
...um insatisfeito.
...ambicioso.
...curioso.
...um divagador.
...um pensador.
...isto tudo sozinho. Agora imagina acompanhado.

Chronicles to make me feel good:D

4.21.2009

Reflexo

O sol brilha, estou mais q motivado para trabalhar:D a inspiração vem de todos os lados. Apenas preciso de encontrar o meu equilíbrio. Que hoje é em casa. Amanhã não se saberá...

4.20.2009

declaro

declaro guerra a todas as pessoas com as quais so mantenho contacto pelo msn apesar de poder estar com elas fisicamente. farto de viver atras do computador, tempo de mudanca...

I need....

...to go to a rock concert sooooooooooooooon....rock my soul out :D

4.16.2009

Outra vez...um ano

Já nao escrevo ha tt tempo...tenho rascunhos, cartas, rabiscos, mas tudo em suporte físico. a minha escrita raramente faz sentido, baseia.ss tudo na velocidade do pensamento, na rapidez com q escrevo, sem pensar, repensar, sem construir ideias logicas, com principio meio e fim. pq eu sou assim. espontaneo, sem embelezar, sem me preocupar com os detalhes que apenas dao beleza à coisa mas n lhe acrescentam conteudo nenhum.

a ausencia deve-se em parte a uma total redefinicao do meu ser durante o meu ERASMUS. Com ele descobri o q valia, o q era, o q poderia ser, e acima de tudo com quem me queria rodear. porem sinto falta de divagar. divagar sozinho, sem ninguem ver, sem ninguem reparar q o estou a fazer. mas faz-me falta depois revisitar as minhas divagacoes...pq acreditem sao mais q muitas.

e pq num blog musical n se pode preencher o espaco com posts mundanos e pq nem so de musica a minha vida pode fazer parte, apesar de cada vez mais me perder nesse mundo, voltarei a ressuscitar este espaco que sempre foi desconhecido, mas q tb n se perde nada em ter 1s qts visitantes :D

tive de viagem 1mes inteiro, andei por irlanda, austria e inglaterra...conheci tanta gente, tanta diversidade, tanta cultura e tambem muita mediocridade. é engracado o q consegues alcancar sozinho quando estas predisposto a isso. 1das coisas q mais vinquei nestes ultimos tempos foi a minha total repulsa pela treta do socialmente aceitavel. de todas as condutas q temos q ter, de tudo o q fazemos em funcao do q os outros dizem, de tudo o q n podemos fazer.isso e tudo 1treta. desde q o facamos sem ofender ninguem, sem interferir na liberdade alheia. ja o disse e voltarei a dizer..tou-me a c**** para o q os outros pensam de mim. cada vez mais farei o q quero SÓ pq o quero fazer. foi com o bigode, é com o estilo, com as atitudes, com as palavras. e cada vez mais irei eliminar os conhecidos, tou farto de n "conhecer" as pessoas, apenas saber o nome delas e trocar conversas futeis sem significado nenhum. e pq cada vez q me aproximo "ah e tal n pode ser pq parece mal" "ah e tal tu so queres falar cmg pq me qers saltar pra cima ou whatever". todo este fenomeno da internet, twitter, facebook, msn, etc...facilita o contacto com pessoas q tao distantes, mas torna distantes as pessoas q nos estao proximas. sim pq let's face it, q raio de relacao e q se pode ter, seja de amizade ou qq outra coisa, sem contacto fisico, sem cafes, saidas, jantares, almocos, idas sei lá onde?? no meu ponto de vista acabam por perder o interesse, pq se elimina o factor surpresa, o factor espontaneidade, o factor aleatorio das relacaoes humanas. e q se lixe tambem n escrever com acentos e com meias-palavras, ja n tenho paciencia apos tantos (13) anos a escrever ao computador de por acentos em todas as palavras que o merecem. ha correctores ja para isso.

4.14.2008

tanto tempo

Mais de um ano passou....e tanta coisa q ai aconteceu.nem vale a pena tar a contar, sao coisas demais, sentimentos muito variados para serem resumidos. O que interessa e q agora tou bem, longe e distante mas sp presente. e isso e o mais importante

1.10.2007

Ano...diferente

Dia 1Janeiro...tudo anda prai a dizer ano novo vida nova...pra mim e a mm todos os anos...chega esta altura exames,estudo,encafuamento..
E todas as pssoas voltam a mm rotina...ptt vida nova em q sentido??
Se ha pessoas que precisam d1 motivo pra mudar algo q ta mal e q n tiveram forcas pra mudar ants, entao ok, vida nova seja. Mas se realmente precisam desse mtivo para mudar...entao e pq nc o vao fazer.
Mas vale a intencao...E cm n fujo aos demais aqui vao as minhas resolucoes de ano novo (whatever that means...)
1. Continuar igual a mim mesmo;
2. N mudar nada...
3. OK talvez mude...mudar de penteado (lol)
4. tou a pensar em depilacao...ou talvez deixe pro verao lol a camisola agora ate faz jeito
5. OK n vou mudar mm nada...

Ja diz uma locutora na radio oxigenio...uma musica por dia para combater a apatia...por isso ca vai:

Don't Drink the Water - Dave Matthews Band (Live @ Central Park)

Don't drink the water, esta a escassear...bebam cerveja lol

12.19.2006

O poder do incompreendido (2)

Tudo o que fazemos é feito a pensar em alguém. Há em nós uma necessidade de agradar, de sermos notados, de sermos sentidos. Mas é quando a luz se apaga e mais nada tem significado, a nao ser os candeeiros lá fora, o pulsar do coração, o tick do relógio, que nos apercebemos. Coisas insignificantes mas que quando mais nada existe nos acompanham, nos fazem sentir vivos, importantes, queridos. Porque afinal tão ali para serem ouvidos por nós, para serem escutados na calma e plenitude da alma. Porque estão lá.Mesmo que não os ouças, sintas, olhes.

Bom Natal, porque as prendas importantes são as que estão sempre lá mesmo que não se dê por elas. Quando precisares elas lá estarão.

12.12.2006

+1 dia

A semana arrasta.ss. O frio instala-se, consome. O meu corpo gela. Contudo ainda há algo que bate. Uma esperança, um calor q teima em n desaparecer.
Tomo consciencia dele. Tá frio demais para o esquecer, para o ignorar....
há coisas q não é por querer que as deixamos ir, apenas acabam por ir...qdo for altura. até lá aqueco.me...

11.28.2006

Perguntas.........

Olho.t nos olhos. Quero tocart mas n posso. Tas distante, longe, alias acho q nem tas presente. Contudo sinto o teu aroma, o teu sabor...estranho agora q penso nisso n sei a q cheiras nem a q sabes...ou sei?

Afinal nem te conheço ainda...Será que existes?

10.17.2006

Why?

As vezes dou por mim, no meio de uma conversa, a tentar encontrar uma logica nos meus pensamentos, numa maneira de expo.los com logica, com sentido. Porque mtas vezes o sentido q a conversa tem difere do sentido q vai no nosso pensamento, temos necessidade de "repensar" os pensamentos antes de os transcrever para palavras. Gostava de poder ter uma conversa onde n se tivesse q pensar "ora bem se eu disser isto desta maneira cm e q vai ser interpretado?cm e q vou dizer isto de maneira a q n pensem outra coisa?" e isto leva.me ao meu nick de quase 2 semanas...sometimes what u think makes much more sense in your mind than in your words...

10.09.2006

I'm back

Após mto tempo de interregno, causado grande parte por ausência de inspiração e de vontade, heis-me de volta a este canto desconhecido da maior parte das pessoas comuns. Contudo penso que um pouco de divulgação e criatividade poderão resolver isso :) pelo menos que me dê a mim próprio vontade de cá andar. Próximas horas ou dias mais novidades surgirão. Até lá

5.21.2006

Sem som

Subo ao monte e grito...os sons enrolam-se na minha garganta, sufocam-me. Perco-me no olhar, na visao, na crenca, no pensamento de um passado risonho. O futuro enfrenta-me, deseja-me, destroi-me. A unica lembranca vem de longe...Levanto-me e finalmente com todo o esplendor ondas se espalham a minha volta e todo o mundo fica a saber do meu regresso. Raios caem dos céus, nuvens atropelavam-se para finalmente tudo desabar sobre mim...

Tinha sido mais um sonho

5.02.2006

Pensamentos (2)

Já que o meu apelo nao funcionou resta.me continuar na minha demanda de tentar criar algo de jeito para se ler...enquanto isto nao acontece deixo aqui outro pensamento que as vezes assola o meu intelecto...

Porque é que separado se escreve tudo junto e tudo junto se escreve separado??
se alguem souber a resposta a este enigma faca o favor de comunicar as massas...

Agradecido por este momento